segunda-feira, 3 de maio de 2010

verde tenda, verde...


Passava, lentamente, pela tenda verde e os seres que ali habitavam, sorriam para mim. Os bicos quase redondos tocavam a mãe casca, as asas que comportavam as cores divinas esvoaçavam; deles dois, o pouso no galho. Um único, da mesmsa espécie que a minha, me parecia que algo o desaquecia, mas nunca se arrependia. Longe dali, a vontade de permanecer assim, os momentos de reflexão me proporcionavam solidão e eu, levantava voo, mas com a certeza de que a matéria continuaria ali. Continuava observar a mutação mundana e mais rápido do que aquele milésimo, eu me renovava. Foi aí que me dei conta de que eu também fazia parte do todo. Para que tudo continuasse estagnado, bastava eu continuar caminhando de olhos fechados. Abismos, foi com o que me deparei. Por pouco tempo, tive a impressão de que meus olhos não existiam mais, surgindo a dúvida, minha alma recomeçaria cega. No toque aveludado da água realmente doce, devolveram a mim, a renovação. Tinha consciência de que o mundo me comportava, e com a certeza de que o amanhã viria, eu sabia que meus pensamentos eram típicos incomuns. Assim, a partir deles, minha tenda seria, novamente, quase-totalmente verde.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Brilhem, estrelas, minhas estrelas.


Não sabia conjugar verbos monótonos, aquele dia, contubarção e engarrafamento de palavras, e mesmo assim, nada a reconhecia. Estado momentâneo aterráqueo, sentia que a terra não a comportava, eram apenas estrelas. Neologismos, neologismos...ecoava.
Resolveu procurar felicidade em suas horinhas de descuido e, mais uma vez, as estrelas a encontravam. Fugir, desaprendeste o que fora. Campainha de desilusões, dim dom. Uma desordem ordenada não a faria brilhar menos. Olhava para o céu e só o que via era a tal constelação, cada qual emitindo seu brilho, capacidade única de tocar seus olhos e a fazer refletir. As que estavam mais afastadas não deixavam de acariciá-la, e nem as mais ausentes, não deixavam de brilhar. As mais próximas, sua bússola. Quando o céu recolhia seu manto negro tudo continuava a brilhar, sorrisos contínuos e espontâneos em seu caminhar. O som do sol, as cores do vento e o brilho dos sorrisos seus. Novamente, escorra-te, negra-luz.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Liberdade de se fazer.


Depois de muito tempo, a exuberância no azul, e dessa vez, sem cortinas. O frio que aquecia minhas idéias, me fazia resgistar. E a sobrecarga? Eu estava certa de que era do tipo que vinha para o bem. 'Renovação', gritavam; e eu continuava a dar significados individuais aos seres e aos quase seres. Daqueles sentimentos pregados em minha alma, eu quase escolhi fugir. Fugir da minha verdade. Nunca. Era uma questão de valores, e jamais iria reabrir o que já havia sido cicatrizado. Dor que me estimulava a criar, deixava de ser muleta e tornava-se apenas estímulo, sempre para o bem.
A idéia de organizar pensamentos não me cabia. Aquele ser que só sabia falar enquanto o observavam, era o tal do aprendiz que esbanjava cultura. Podiam reinventar verdades a meu respeito, por fazer parte de mim, mas eu apenas guardava o meu eco para depois. Constantemente, pensamentos que percorriam aquela caixa e a mania de se coisificar. O frio ainda aquecia, muito mais do que os pensamentos murmuravam. Questão de tempo, e tudo voltaria a ser verde esperança, sem, ao menos, deixar de explicitar o azul interior. Virgulinas, satisfação. Era o som do se fazer novamente.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Gotas de silêncio.


Era um dilúvio de sonhos, a chuva desceu para nos encharcar. Sem que saibamos, dessa vez, caiu bem em cima de nós. Purificai-nos. Era costumeiro se perder em seus próprios pensamentos, sem quastão nenhuma de se achar. Vagava pela noite. Na noite chuvosa, a lua fazia sua entrada através da cortina de gotas, sem que seu brilho se apagasse no barulhento silêncio. Gotas, que ao tocar, emudeciam.

Muda, observo, e no enfim, registro. Deixo, dessa vez, elas contarem um segredo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Senso incomum

Muito mais perto do que eu imaginava, também me fazia suspirar, transpirar e travar. Como meus hábitos eram de alguém que desenvolvia carinho pelo quase impossível, guardei. Penso na reconquista diária de um novo alguém, agora, no meu presente, prestes a tornar-se parte do futuro. Juntos, a outra parte.

Mergulho no imediato só para descobrir o mais improvável, e novamente, o imprevisível. Que dessa vez caia bem perto de mim. Repetindo-se, o pensamento fez-se fecundado.

domingo, 28 de março de 2010

A África dos meus sonhos.


Em um surto diário redijo algo além do egocentrismo, dessa vez, algo em prol da união, não apenas interna. Verbalizo pensamentos e almejo realizações, que não seja apenas um sonho.

Hoje, me encontro no berço da humanidade. Moçambique, soou súbito. Acordo-me e não vejo nada que me entristeça. O verde, onde quer que eu me encontrasse desviava a atenção de meus olhos. Em um momento de ansiedade em registrar tudo o que me era prazeroso, as criaçans se aproximavam. Eu, na minha mais presente ignorância, oferecia meu pão e apenas pensava na fome. A menina do laço agradecia e dizia que a aguardavam para mais uma refeição. Nada mais que excêntrico no momento. Eu havia aprendido que a África era a terra da desigualdade imposta, primitiva e da fome constante. Tudo iria contra tudo que que me haviam proporcionado. Aquela mínima parte em que me esclareciam que, para conflitos como esse não havia solução, era mais uma vez sede de poder. Eu sempre acreditei em um mundo melhor, onde a parte valia pelo todo. Não haviam mais conflitos raciais. Tanto a do sul, como a do norte faziam parte da mesma linhagem. Para mim era só o começo. Eu só queria saber de observação e que aquele momento único não acabasse jamais. Um sorriso aberto nos lábios de quem nunca soube o que era felicidade. A África diferente de todos os outros, inclusive dela.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Positividade

Hoje, a música teceu palavras que me esclarecem.

Eu me precipitei
com coisas que pensei
e recebi uma grande lição:
Nem tudo é como a gente quer.
Desde então finquei meus pés no chão.

Sou réu, confesso,
e nesses versos assumo
já que errei.
Liberdade eu tanto prezo quanto prego
mas desrespeitei.
A felicidade tanto existe
quanto insiste todo dia,
basta eu captar.

Sentimento não dá pra se cobrar
Amor é coisa pra se conquistar
Lua cheia
O ton de odoiá
doce som do mar.

Vibrações Rasta - Eu me precipitei.