quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Por um instante.

Era assim todas as manhãs, quando eu acordasse ele já estaria lá para receber meus olhos abertos. Hoje não foi diferente, eu acordei com a mesma vontade do misterioso, de conversar com aquela parte que fazia parte de mim e não me deixava enchergar mais nada, por um pequeno instante. Mas pela tarde era como se eu pisasse e o chão se desfizesse, a base que me sutentava desaparecera como se nunca tivesse existido. Cansei dessa intensidade que substitui a minha ingenuidade, a minha força de querer sempre o melhor. Meu medo de perder o que já foi perdido ainda me torna fraca e ainda assim, sou forte. Continuo a sorrir com os olhos, mas com a impressão de que o cegarei em uma questão de tempo. Interrogo-me se ainda assim continuarei contagiada pela destreza de uma paixão qualquer, pelo valor barato de meus sentimentos imundos de um quase amor e, logo em seguida, respondo que não, não me culparei pela incapacidade, nem pela vulnerabilidade de sempre querer se aproximar, querer arrancar algo além do que se foi visto, exatamente o que se almeja ser. Cederei minhas reliquias, minhas botas e meu conforto, mas assim que a conformidade agregar-se, as tomarei novamente para mim. Eu digo que tentarei novamente, não pelos bons constumes do conservadorismo, mas sim pela sede de anarquismo guardado em mim. Me contradigo quando a noite chega. Dane-se a ética, o bom senso e a calmaria, eu estou bem.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sentir e ressentir.


Ponho-me a compor e recomponho-me quando a sede é o amor. Eu sempre acreditei em tudo que veio do coração. Continuo acreditando, mas acho que andei criando barreiras das quais foram fincadas em uma terra acimentada de incertezas. Incertezas que me dão, cada vez mais, a certeza de que tudo é muito súbito, no entanto, só depende de mim deixar com que as momentos não se tornem intensos demais. Mesmo assim, momentos vão se intensificando, me falta ar nos pulmões, minhas mãos congelam, invadindo os segundos de suspiro e, a minha vontade é de que tudo pare, inclusive a idéia de que tudo acontecerá novamente, exatamente igual. Meu coração dispara sem o motivo que eu esperava e eu continuo me deparando com fatos que não sustentam aquela emoção. Me sinto incurralada pelos meus próprios sentimentos e, insistentemente interrogada pelos meus pensamentos. Creio que as palavras enguliram-me no momento em que eu estava certa em relação a alguém e cuspiram-me agora, no momento em que eu penso que nunca sei quem foi. Mas mesmo assim, ainda receosa, eu acredito que posso descobrir algo na exceção, eu me aproximando e as pessoas recuando.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Calendocalendário.

Me lembrei do dia em que havia uma proporção de duas cores...

Um dia cinza;
Gota por gota manchando uma folha de papel;
Não sabia distinguir o preto do branco;
E aquele sentimento de que na próxima, o dia seria digno de merecimento.

Me lembrei do dia em que conheci um arco-íris...

Eu pintava meus passos coloridos;
Regava-os de coragem.
Abastecia meus pensamentos de raridade.
Amadurecia minhas ações.
Renovava meu sorriso.
Criava cores para um ser.
Usava e abusava de letrinhas auto-suficientes.
Foi aí que achei um pote. E nele não constava nenhuma lamentação.

Me lembrei do dia em que as lágrimas insistiam em escorrer...

Era a vez do passado vir à tona.
As lembranças dos dias vividos se estamparam em todos os rostos.
As ações engasgadas de uma timidez sem igual.
E a vontade de que tudo acontecesse outra vez.

Me lembrei do dia em que vi aquela tenda que não excluía nenhuma cor...

Uma bailarina com seus passos delicados.
Um contorcionista se conrtorcendo de emoções.
Um palhaço com seu blá blá envolvente.
E aqueles malabaristas movendo mundos do baixo para o alto, na infinita circuferência.
Eu deixava brotar um espetáculo inteiro.

Me lembrei que eu costumava me lembrar das coisas...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

um sendo.


Eu ainda guardo aquele breve momento em que tudo que me foi dito tomou-se forma. Diziam-me que o futuro seria o plano superior, e eu, como um bom ser humano, tentava materializar um céu, criando imagens humanas. Mas alguém com a alma totalmente prevlegiada nos propôs uma teoria-prática, tentou nos mostrar através de palavras-ações que um futuro real nos resgataria. Presumi exatamente o que haviam me dito, estávamos sendo testados e, a vida seria para que pudéssemos evoluir. No entanto, nada impedia que houvesse uma hierarquia. Absorvi argumentos aceitáveis doas que afirmavam que sem organização não haveria ordem, por isso que quando meus olhos captaram aquela imagem, não foi difícil similar a informação de que um dia eu também estaria lá. Era só uma questão de opinião, mas eu continuo não abrindo mão da vida longa-infinita que me ofereceram. Cotinuo ouvindo e aceitando que de planos em planos a evolução existe.

*esse foi escrito no dia 16 de setembro. Algo fluía enquanto eu me deparava com "Nosso Lar".

domingo, 19 de setembro de 2010

Duas partes de um.

Eu ainda me sinto culpada por não conseguir deslizar enquanto grito de emoções. Meus gritos internos me ensurdecem de quase caos, e o pior é que são gritos momentâneos, mutados e pendulares, por isso, os contínuos vêm seguidos de caricaturas alheias. Além disso, junto com a indignação dos meus olhos, os pingos andam cessando a minha sede e enchendo minha angústia de fartura. Continuo criando e renovando emoções, e assim, revolucionando o meu ser. Cutuco e retruco com o com tudo que é superficial, e mesmo assim, consigo enchergar o que realmente me toca. Dias pisados e marcados de pura indiferença, mas quando tento me desafazer do que impostamente se desfez, tudo volta á tona, tona, tona, tona....tonTa, continuo assim. O dia termina e a manhã renasce, minha tentativa de deslizar sobre verdades alheias e o passado recente ainda me consome. Depois de tudo passar eu diria que as manhãs foram estranhas, com idéias me absorvendo e meus pensamentos turbinados de interrogação, perguntas respondidas em imediato de atenção. Mas o medo de pirar era quase ambíguo. Quando viessem me perguntar eu saberia responder, mas se as perguntas atingissem direto em mim, responderia com outra pergunta e, para variar quase nada, as pessoas me jogariam aquele olhar de que eu nunca teria uma explicação para adeterminada existência, de que a interrogação fosse eu. Afirmaria que os pensamentos são mutantes e, que as palavras foram criadas para nunca mais seram apagadas.

'Não me olhe assim', eu diria para aqueles olhos que me faziam uma interrogação. Gritavam quase em silêncio e eu, no meio termo, refazia a icógnita. Eu gostava de saber dos laços que seriam feitos quando nos trombassemos, a minha timidez pendular e a sua vontade ambígua....

Uma dose intrínseca de realidade e uma maior de imaginação.



Peço desculpas pela intolerância e uma quase revolução interna, é que ainda estou contaminada pelos textos de um tal de Marx....

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

No fundo, me lembra alguém. E você também...


Suave as gotas límpidas da chuva de outono, aveludada a mão ingênua da criança, cristalizado o sorriso cômico do palhaço e embasbacada a menina que achava que já havia vivido de tudo. Os dias continuavam muito mais momentâneos do que rotineiros, sua voz, mais radical, do que conservadora e, sua cabeça, muito mais quente do que fogueira de São João. Levantou-se naquela manhã, completando 19 primaveras e, ainda assim não era o suficiente. Sentia que seus dias seriam eternamente floridos, uma primavera de cores. Estações que iam e viam ao longo do dia, mas que nunca, uma flor deixaria de florir. O orvalho pingava sussurrando silêncio e ela gargalhava proprondo algazarra. Havia desistido de tudo balanceado, em sua imaginação, era tudo exacerbado. Continuava recitando palavras como ninguém, algumas ela cantava, outras ela soletrava e a maioria ela juntava. Aqueles montinhos escritos formariam o que ela chamava de tipagem eufórica. Ela havia emitido-criado mais um. Achava que, acidentalmente, suas lágrimas poderiam encher um mar de lamentações, mas o que realmente queria, eram boas recordações.
Ela dizia que sua janela só mostrava pluralidade insana e, de tudo aquilo, ela iriar desfrutar da singularidade mundana, usurfruindo dos resquícios bondosos que ainda haviam restado. Não conseguia mais andar entre muletas, limitação lembrava muito suas vidas caretas. Só seguia em diante, quando seus dias amanhececem claros, como aquela manhã de primavera. Se escuros, acenderia sua imaginação, de tão brincalhona que era. Amanhã, ainda seria florido e o dia claro, continuaria corrido. Assim, mais um dia louco e feliz e, mais um rima tempestuosa e aprendiz. Aquela rima em você, e você, naquela rima. Era tudo arritimia, continuaria.

E até aquele dia ele brincou de rimar, depois disso, tudo foi de arrepiar, ela simplesmente aprendeu a voar!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

ALTOS e baixos.


Era por aquela mínima fresta que eu enchergava tudo o que estava ocorrendo. Olhava para fora e só o que eu via era o chão mais em baixo, o chão em que eu pisava era alto e comportva realidade. Naquele mommento, como todos os outros, eu estava sabendo ouvir, mas ao mesmo tempo, observando as folhas correrem para baixo.Olhava para cima e meus olhos encontravam o sole, para baixo, um toque a mais e diferente da minha vontade. Era costumeiro a observação da diferença humana. Havia deslizamentos sem cobrança, ficadores de certeza, ingenuidade disfarçadas, inveja reprimida, felicidade compartilhada e, muito mais, sempre cada um aumentando seu espaço. Eram sutilezas que caminhavam ao nosso redor e mesmo assim que continuava gostando de sussurrar em branco. Eu sabia que a diferença me enchergaria, notaria cada momento como se fosse um novo. Para alguns, o começo, para outros, o fim e para a maioria, enfim o recomeço. O engraçao é que continuavam a falar, e eu, tão perto, não consegui absorver, era uma fresta que me consumia até quando não hovesse mais luz, eu ainda conseguiria enchergar. Fazia tempo que essa vontade não me consumia. Dessa vez, boa energias para eu trasformá-las em palavras. Não existia mais vontade de dor para que houvesse registros, asmuletas em que eu me pendurava me concederam asas para que eu redescobrisse o que era voar. Continuava a olhar. Tinha consciência de que a qualquer momento eu estaria em baixo, participando do emaranhado de diferenças, onde o foco seria outro. Seria como se eu pertencesse, agora, a fresta de alguém. Alguém olhava e resgitrava junto a mim. Novamente eu estaria em cima, redescobrindo fretas. Eu sabia que eu sempre poderia criar, em cima, em baixo e, muito mais, quando houvesse o meio termo, saberia observar enquanto as pessoas me observam.

Haveria comodidade em suas palavras?! Ela apenas passou pelas duas fases...a pequena lagarta e a exuberante borboleta.