De um jeito encantado, de ponta a ponta, a verdade erguida em um pedaço de pano branco. Os retalhos que, ainda não pertence a ele, unindo-se com o objetivo de tecer paz. Um momento em que apenas almejamos paz, paz de espírito, de coração e, ainda mais, nas ações que nos pega no momento em que estamos para errar. Sinto que, mesmo acertando, daqui há um tempo, será tarde demais. Agarro-me em minhas expectativas e luto por aquilo que acho justo, nem que por isso, eu acabe sendo tachada de louca.
'Se eu fosse acreditar mesmo em tudo o que penso, ficaria louco.'
Mario Quintana.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Eu sei que hoje algo me foi cedido além do que perambulava em minhas partes. Só sei dizer que cansei dos valores putrefados pregado na carne de um quase ser, digo que retomo minha sede de mudanças significativas. Desabafando as minhas palavras contidas, como uma torneira deixa sua água escorrer, deixando sair o que nos acalma, nos prontifica, nos embebeda de luz. Não me contento com um simples floreio, ou uma meia palavra fingindo desprezo, gosto do toque e da afetação, nada menos do que isso, não me interessa mais. Centenas de coisas supervalorizadas que não merecem valor algum.
um desabafo contínuo...
um desabafo contínuo...
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Por um instante.
Era assim todas as manhãs, quando eu acordasse ele já estaria lá para receber meus olhos abertos. Hoje não foi diferente, eu acordei com a mesma vontade do misterioso, de conversar com aquela parte que fazia parte de mim e não me deixava enchergar mais nada, por um pequeno instante. Mas pela tarde era como se eu pisasse e o chão se desfizesse, a base que me sutentava desaparecera como se nunca tivesse existido. Cansei dessa intensidade que substitui a minha ingenuidade, a minha força de querer sempre o melhor. Meu medo de perder o que já foi perdido ainda me torna fraca e ainda assim, sou forte. Continuo a sorrir com os olhos, mas com a impressão de que o cegarei em uma questão de tempo. Interrogo-me se ainda assim continuarei contagiada pela destreza de uma paixão qualquer, pelo valor barato de meus sentimentos imundos de um quase amor e, logo em seguida, respondo que não, não me culparei pela incapacidade, nem pela vulnerabilidade de sempre querer se aproximar, querer arrancar algo além do que se foi visto, exatamente o que se almeja ser. Cederei minhas reliquias, minhas botas e meu conforto, mas assim que a conformidade agregar-se, as tomarei novamente para mim. Eu digo que tentarei novamente, não pelos bons constumes do conservadorismo, mas sim pela sede de anarquismo guardado em mim. Me contradigo quando a noite chega. Dane-se a ética, o bom senso e a calmaria, eu estou bem.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Sentir e ressentir.

Ponho-me a compor e recomponho-me quando a sede é o amor. Eu sempre acreditei em tudo que veio do coração. Continuo acreditando, mas acho que andei criando barreiras das quais foram fincadas em uma terra acimentada de incertezas. Incertezas que me dão, cada vez mais, a certeza de que tudo é muito súbito, no entanto, só depende de mim deixar com que as momentos não se tornem intensos demais. Mesmo assim, momentos vão se intensificando, me falta ar nos pulmões, minhas mãos congelam, invadindo os segundos de suspiro e, a minha vontade é de que tudo pare, inclusive a idéia de que tudo acontecerá novamente, exatamente igual. Meu coração dispara sem o motivo que eu esperava e eu continuo me deparando com fatos que não sustentam aquela emoção. Me sinto incurralada pelos meus próprios sentimentos e, insistentemente interrogada pelos meus pensamentos. Creio que as palavras enguliram-me no momento em que eu estava certa em relação a alguém e cuspiram-me agora, no momento em que eu penso que nunca sei quem foi. Mas mesmo assim, ainda receosa, eu acredito que posso descobrir algo na exceção, eu me aproximando e as pessoas recuando.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Calendocalendário.
Me lembrei do dia em que havia uma proporção de duas cores...
Um dia cinza;
Gota por gota manchando uma folha de papel;
Não sabia distinguir o preto do branco;
E aquele sentimento de que na próxima, o dia seria digno de merecimento.
Me lembrei do dia em que conheci um arco-íris...
Eu pintava meus passos coloridos;
Regava-os de coragem.
Abastecia meus pensamentos de raridade.
Amadurecia minhas ações.
Renovava meu sorriso.
Criava cores para um ser.
Usava e abusava de letrinhas auto-suficientes.
Foi aí que achei um pote. E nele não constava nenhuma lamentação.
Me lembrei do dia em que as lágrimas insistiam em escorrer...
Era a vez do passado vir à tona.
As lembranças dos dias vividos se estamparam em todos os rostos.
As ações engasgadas de uma timidez sem igual.
E a vontade de que tudo acontecesse outra vez.
Me lembrei do dia em que vi aquela tenda que não excluía nenhuma cor...
Uma bailarina com seus passos delicados.
Um contorcionista se conrtorcendo de emoções.
Um palhaço com seu blá blá envolvente.
E aqueles malabaristas movendo mundos do baixo para o alto, na infinita circuferência.
Eu deixava brotar um espetáculo inteiro.
Me lembrei que eu costumava me lembrar das coisas...
Um dia cinza;
Gota por gota manchando uma folha de papel;
Não sabia distinguir o preto do branco;
E aquele sentimento de que na próxima, o dia seria digno de merecimento.
Me lembrei do dia em que conheci um arco-íris...
Eu pintava meus passos coloridos;
Regava-os de coragem.
Abastecia meus pensamentos de raridade.
Amadurecia minhas ações.
Renovava meu sorriso.
Criava cores para um ser.
Usava e abusava de letrinhas auto-suficientes.
Foi aí que achei um pote. E nele não constava nenhuma lamentação.
Me lembrei do dia em que as lágrimas insistiam em escorrer...
Era a vez do passado vir à tona.
As lembranças dos dias vividos se estamparam em todos os rostos.
As ações engasgadas de uma timidez sem igual.
E a vontade de que tudo acontecesse outra vez.
Me lembrei do dia em que vi aquela tenda que não excluía nenhuma cor...
Uma bailarina com seus passos delicados.
Um contorcionista se conrtorcendo de emoções.
Um palhaço com seu blá blá envolvente.
E aqueles malabaristas movendo mundos do baixo para o alto, na infinita circuferência.
Eu deixava brotar um espetáculo inteiro.
Me lembrei que eu costumava me lembrar das coisas...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
um sendo.

Eu ainda guardo aquele breve momento em que tudo que me foi dito tomou-se forma. Diziam-me que o futuro seria o plano superior, e eu, como um bom ser humano, tentava materializar um céu, criando imagens humanas. Mas alguém com a alma totalmente prevlegiada nos propôs uma teoria-prática, tentou nos mostrar através de palavras-ações que um futuro real nos resgataria. Presumi exatamente o que haviam me dito, estávamos sendo testados e, a vida seria para que pudéssemos evoluir. No entanto, nada impedia que houvesse uma hierarquia. Absorvi argumentos aceitáveis doas que afirmavam que sem organização não haveria ordem, por isso que quando meus olhos captaram aquela imagem, não foi difícil similar a informação de que um dia eu também estaria lá. Era só uma questão de opinião, mas eu continuo não abrindo mão da vida longa-infinita que me ofereceram. Cotinuo ouvindo e aceitando que de planos em planos a evolução existe.
*esse foi escrito no dia 16 de setembro. Algo fluía enquanto eu me deparava com "Nosso Lar".
domingo, 19 de setembro de 2010
Duas partes de um.
Eu ainda me sinto culpada por não conseguir deslizar enquanto grito de emoções. Meus gritos internos me ensurdecem de quase caos, e o pior é que são gritos momentâneos, mutados e pendulares, por isso, os contínuos vêm seguidos de caricaturas alheias. Além disso, junto com a indignação dos meus olhos, os pingos andam cessando a minha sede e enchendo minha angústia de fartura. Continuo criando e renovando emoções, e assim, revolucionando o meu ser. Cutuco e retruco com o com tudo que é superficial, e mesmo assim, consigo enchergar o que realmente me toca. Dias pisados e marcados de pura indiferença, mas quando tento me desafazer do que impostamente se desfez, tudo volta á tona, tona, tona, tona....tonTa, continuo assim. O dia termina e a manhã renasce, minha tentativa de deslizar sobre verdades alheias e o passado recente ainda me consome. Depois de tudo passar eu diria que as manhãs foram estranhas, com idéias me absorvendo e meus pensamentos turbinados de interrogação, perguntas respondidas em imediato de atenção. Mas o medo de pirar era quase ambíguo. Quando viessem me perguntar eu saberia responder, mas se as perguntas atingissem direto em mim, responderia com outra pergunta e, para variar quase nada, as pessoas me jogariam aquele olhar de que eu nunca teria uma explicação para adeterminada existência, de que a interrogação fosse eu. Afirmaria que os pensamentos são mutantes e, que as palavras foram criadas para nunca mais seram apagadas.
'Não me olhe assim', eu diria para aqueles olhos que me faziam uma interrogação. Gritavam quase em silêncio e eu, no meio termo, refazia a icógnita. Eu gostava de saber dos laços que seriam feitos quando nos trombassemos, a minha timidez pendular e a sua vontade ambígua....
Uma dose intrínseca de realidade e uma maior de imaginação.
Peço desculpas pela intolerância e uma quase revolução interna, é que ainda estou contaminada pelos textos de um tal de Marx....
'Não me olhe assim', eu diria para aqueles olhos que me faziam uma interrogação. Gritavam quase em silêncio e eu, no meio termo, refazia a icógnita. Eu gostava de saber dos laços que seriam feitos quando nos trombassemos, a minha timidez pendular e a sua vontade ambígua....
Uma dose intrínseca de realidade e uma maior de imaginação.
Peço desculpas pela intolerância e uma quase revolução interna, é que ainda estou contaminada pelos textos de um tal de Marx....
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