terça-feira, 28 de agosto de 2012

E foi neste dia que o brilho de uma certa estrela caiu bem em cima de mim. Ela não sabia, mas era ela quem acalantava meus olhos sombrios. Chegou como cadente, despertando uma sensação passageira, mas continuava deixando o que mais importava. Permaneceu como guia, iluminando e carregando tudo o que eu tinha de mais pesado, minhas cicatrizes e meu amor...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Eram tempos de mudanças passadas, aquela necessidade de gritar pra fora vivia de forma plena e vinha a tona no momento em que ela se notava. Agia como se parte dela estivesse fora, e a outra, só Deus sabia. Achava que aquilo que havia sido arrancado dela de forma tão bruta, estava zanzando por aí, mas não...não, algo lhe dizia que estava pertinho, pertinho, como se nunca soubesse que pudessem ser dois. Podia sorrir, se sentia feliz, mas aquela subjetividade fragilizada vinha e a esmagava de forma com que a esperança viesse lá no fundo, como aquela luz no final do túnel, dizendo que o que estaria por vir era o que ela realmente esperava. Ah o amor, ela havia descoberto que podia podia amar, e como podia. De uma forma bem clara, ela havia se dado conta de que não havia liberdade de apegos, tudo o que ela queria, a pegou e desabou sobre sua cabeça. Achou que esmagaria sua consciência chegando a pensar que nunca mais havia de voltar a si. Mas brilhou...brilhou como aquela estrela que habitava o lugar mais longe, aquela que seria batizada com o nome de quem mais se ama. Descobriu uma forma linda de desejo para se satisfazer, emoções vívidas para a mover, e o sonho que ela tanto queria viver. Já não sabia mais o que um vazio no peito seria capaz de fazer, sua fartura interna esboçava sua felicidade desejada e, ninguém, nem mesmo ela, sabia lidar muito bem com aquilo. Sentimentos ambíguos tomavam conta de seu ser, uma vontade de amar, abraçar e depois, esperançosa por mais amor e carinho, só obtinha saudade. Saudade e nostalgia caminhavam na mesma direção, e ela mostrava uma vontade de voltar a se encontrar, querendo estar pertinho, pertinho como se tivesse descoberto que sim, haviam dois. Dois mundos, dois corpos e milhares de sentimentos desprovidos de identidade. "E todos os dias ficarei tão alegre que incomodarei os outros." — Clarice Lispector.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

realidade in(comum).


Eu só estava esperando o momento em que iriam me perguntar onde é que eu me esqueci, onde é que estava aquela inocência que brotava no ímpeto de um olhar e no dia seguinte, de novo e de novo, como se não fosse deixar de existir. Mas aí eu me dei conta de que eu cresci, estava esperando demais de um outro alguém. Alguém em que eu havia depositado tudo que eu estava guardando e de novo, eu havia perdido. Minhas ações pela metade vinham acompanhdas de uma inconsequência mórbida de impulsividade, era só o que eu sabia fazer, agir por impulso e nunca, nunca se arrepender. Naquele dia, acordei e perguntava-me de meia em meia hora, onde estava aquela voz rouca de pura repressão. Sentia necessidade de tudo que estava reprimido e assim, surgiu. Meus sonhos soltos de um varal impossível, meu coração enconberto de sussurros de incertezas, minhas vontades tonteadas de razão e, pra mim, só restava o silêncio. Sabia exatamente o que iria me acontecer. Voltaria o dia em que me diriam que ali não haveria espaço para mais ninguém, só havia sobrado lugar pra mim e pra minha sombra. Mas não, eu continuaria a dizer que meu objetivo não era o surto de solidão, mas sim reencontrar minhas horas de felicidade em algo totalmente novo. Estaria pronta pra dizer que o achado foi um 'além de mim', saberia dizer que tudo que fiz fez parte de mim, e de novo, o melhor pra mim. Era a hora de pensar em mim. Era um descuido e, um olhar mais profundo, eu voltava a me calar...

terça-feira, 17 de maio de 2011

brotou-me como a flor.


Perdeu-se em tudo. Perdeu-se em casa, no parentesco e no amor. Sentiu que era a hora de largar-se dos fios brutos e voltar a pensar em si. Deixou de acreditar em devaneios e particularidades alheias. Desconcertou-a com suas palavras trocou-as por uma consicência limpa. Foi quando brotou-lhe a flor...Afagou-a com suas pétalas livres de dor, reluziu e a luz trincou. Deu lugar a seu cenário novo, sua vontade havia sido tranformada em uma parede verde listrada, mas o que ela via era apenas a flor, quando brotou-lhe a flor. Já não imporatava mais a perdição...

segunda-feira, 28 de março de 2011

tortuosidades.


um deslize de vai e vem para perto do meu peito me fazia jorrar emotividades em direção aos seus ouvidos, e enquanto você me via, distanciava-se para que depois, retornasse. Eu me perguntava até que ponto aguentaria lidar com reservada situação. Me fingia de indiferente. Pensava - "Nem te espero, nem te repudio, te quero por perto, perto de mim". Era só esperança para que meus dias fossem fartos e irradiados. Mas que ficasse bem claro, você faria parte de mim. Ontem, acordei de cinza, aguada e arrebentada, hoje amanheci brilhando. Indagava-me a respeito da minha inconstância, mas no final a preferência de não querer nada concreto. Dizia que era pelo fato de encontrar alguém que eu realmente pudesse sentir e me fizesse sentir. Ainda assim, continuava jogando com minhas contradições, pisando nesse terreno melado de verdades, bajulações e quase ilusões, encarregando-me de fusões. Creio que prefiro acreditar nas ilusões diárias dos meus dias de caos e continuar na esperança de que o final será apenas o começo, um começo rodeado de novas permissões. Eu estou aprendendo bastante, mas continuo criando palavras com receio daquela sobrecarga de autopiedade. Acabo reagindo diferentemente de mim, e ainda sim, querendo ser assim. Faço dos momentos os mais importantes, e logo, empacoto-me, com a sensação de estar empalhada nas paredes dos meus próprios desejos. Com horror de estagnação, digo que deixarei meus egoísmos de lado e esperarei o momento de citações novas, de ares diferenciados para meus pulmões, mas ainda sim, caminhando com a vida, deixando-a sussurrar para mim que, em algum momento, meus gritos surtarão, criarão uma nova dimensão, dizendo-nos que, dessa vez, eu estarei pronta.

terça-feira, 1 de março de 2011

uma tribo em mim.


era o vazio incentivando minha impulsividade, minha sensação de poder ter tudo e não saber segurar nada, meu costume dos extremos me fazia querer fazer diferente, gostaria de chegar ao meio termo, mas ainda era um mistério pra mim. Me levantava nas manhãs escaldantes e não encontrava inspiração para que o dia fosse realmente vivo, me deparava com a rotina pura, me via seguindo meus próprios passos, fingia encontrar olhares conhecidos e mesmo assim, os evitava. Olhava ao redor procurando minhas respostas e as encobria de vontade, com a desculpa de que eu estaria muda, muda de mim. Minhas vontades trincavam minhas possibilidades, e eu continuava com medo de errar, me assegurava de que tudo aquilo que vinha de encontro a mim, era tardio, e as palavras doces que saltavam da minha boca omitiam minha diferença, eu era igual aos outros. Impregnada de pensamentos obscuros, continuo caminhando em direção ao desonhecido, temendo que decifrem minhas verdadeiras facetas, distorcendo-as e executando minha essência. Digo que não necessito de você, ó ser infermo pertencente ao mais fundo do meu eu, seu surgimento suja-nos de arrependimentos, mesmo que meu lugar mais lindo pertença a mim e a você também. Agora chovia, e o vazio enchia-me de ecos, continuavam como se nunca mais fosse acabar, diziam-me que a paz existiria em nossas tardes cheirosas de verão, e a chuva lavava-me de gratidão. Ouvi dizer que o outono chegaria e, com ele traria você. Gostaria que agora fosse diferente...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

bagunça, muita.

insuportável sentimento de tortura que não me faz querer errar, vontade absurda de me reencontrar, sinto pulsando o que eu condenava, eu temia ser igual a eles, me sentia um deles. Agora eu peço luz, luz para os nossos caminhos escuros de possibilidades, procuro guarda-las todas em mim, deixo que os erros se prolonguem por menos tempo, me deixando arcar com as consequencias, cedendo acertos. Cesso os impulsos podando-os pela raiz, afasto-me de tudo e não de todos. Aconchego-me aos seus braços quentes e seguros, para que eu nunca mais erre igual. Volto para trás, sentindo saudade das mãos que me acariciavam, e lembro-me das horas descuidadas. Sinto vontade de partir, partir desse mundo que foi meu em momentos. Momentos costurados em mim com agulhas de ilusão. Agarro-me em minhas certezas ao mesmo passo que minha maturidade clama por mim, digo que a tendência é a aproximação. Me aproximo de tudo o que me faz seguir. Transformadas em pernas idependentes, saberei seguir em cima de tropeços, levantando-me e deixando minhas razões sobressaírem. Sinto a nossa diferença e não fecho minhas portas para o mundo, não desistirei de mim. Esquecer dos pensamentos mundanos? Acredito que seja um pedido de socorro.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

um brinde.

eram as pálpebras aveludadas dos seres omissos enchendo meus olhos de vida, me mostrando suas verdades como se fossem as minhas; 'Acordastes com a sensação de que não tivesses mais nada a perder, então, por fim, sua liberdade, muito mais do que sua ousadia'. Eu ouvia atentamente aquela voz que se esguelava saltando pra fora de mim. Meu peito guardava tudo o que eu era e o nada, que já havia se desfeito. Me sentava as janelas e observava a cidade reduzida a pontos de luz, tentando achar razãos para todos aqueles valores substituídos. Eu olhava para o relógio e as horas saltavam como se não houvesse sequência, eu enchergava 23:23 e fazia o meu pedido, eu estava sozinha, como a madrugada. O sono se recusava a me encontrar e eu reagia. Olhava para as folhas em branco e tremia de medo das palavras vomitadas e, mais uma vez, as substituí. Por fim, minha vontade de afetação. Minha inconstância clamava por sensibilidade e um outro alguém. Eu saia a esmo a procura de um sorriso e de um olhar poliglota. Recusava a minha sina de julgar as pessoas. Me sentava junto a mim e me desesperava querendo ver alguém passar antes que o mundo acabesse, em desamor, imundo, sem que nos descobríssemos. Penso que encontro-te em cada página folhada, nas falas desanrranjadas, nos olhares mundanos, e, por completo, quando eu parasse de procurar. Dessa vez, escolho ficar sozinha em frente a minha inocência ambígua de pura humildade, deixando com que a rotina corroa meus sentimentos puros, aumente minhas ambições, impedindo meus ressentimentos de voarem alto. Deixo minhas vontades sobressaírem e algo novo nos separar, para que mais tarde eu saiba dizer-te:'Me despertastes para a vida'. Continuo vivendo em meio ao caos, sabendo encontrar minhas horas de paz. Pisoteio a aspiral colorida por inteira e no final, encontro meu caminho para casa. Brindo aos embriagados de luz e poesia e aos bichos sonhadores de minhas entranhas. Encontro-a às gargalhadas e sinto uma vontade igual. Agora, brindo a nós, medonhos sonhadores. Perdida no tempo, nada mais amanhecia. Me via enjaulada novamente, e pedia para que a noite lavasse minha obscuridade diária. Agora, eu me deito, deixo minhas emoções crescerem, como meus labirintos, cedendo lugar para os omissos, os que entendem da vida.

domingo, 23 de janeiro de 2011

reticências.

Um sorriso pra quem já chorou, enlaço de essencias, pra quem nunca soube o que é solidão. Das coisas mais intrigantes, eu guardo sempre o que me inquieta, compartilho meus sonhos em uma catarse colorida, enfilero minhas vontades em direção ao mundo e me jogo na multidão apreendendo muito mais do que meus olhos podem ver. Procuro luz em tudo o que é possibilidade e o que acho é apenas um fragmento de mim que insiste em não querer amadurecer, insiste na estagnação do presente fétido de sentimentos obscuros, cansados de ser despertados no súbito desmanchar de um sorriso, ou nas mentiraas verdadeiras de alguém que aprende a viver de tudo. Concretizo minha base naqueles que acham que sabem quem eu sou, naqueles que encontram clareza nas minhas ações hiperativas, nas minhas verdades mal feitas esborrachadas em um pedaço de papel e...Penso no vazio interno e o encho de mudanças refletidas do espaço reservado para a mudança da vida. Quando me diziam, e me ditavam aquelas sensações, por mim, nunca mencionadas, eu quis sentir exatamente igual, e agora, eu sei que meu eu, complexado por mínimas limitações tornou-se meu eu vivo, onde meu silêncio aprendeu a dizer muito mais do que minhas palavras presas. Da minha fé, não digo o que esperam ouvir, digo que sei no que acredito e, cegamente, confio nas convicções de alguém maior. É das minhas verdades em relação a Ele que prefiro guardar, mesmo querendo gritar e me esvair quando me chega algo aos ouvidos - Superficialidade mundana. E em um dia quase vivido, cheio das expectativas reservadas para cada um de nós, penso e insisto no vai e vem do meu ser, principalmente no que está guardado.

"Tua Caminhada"

tua caminhada ainda não terminou....
a realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

é certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

tu és jovem.
atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
a juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
teus passos ficaram.
olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.

Charles Chaplin

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

eram eles, os degraus...


eram as noites suntuosas que me faziam descer a escada da alforria para que eu me sentisse livre de tudo, inclusive de mim mesma. Descia para o chão nunca pisado, onde minhas mãos pudessem tocar e sentir a simplicidade de cada homem, e que no meu caminhar, meus pés descalços soubessem que viria escuridão, mas logo adiante a luz que eu sempre soube brilhar. Era importante demais estar em contanto com a garra de querer vencer todos os dias. Me via cheia de sonhos e expectativas e com uma vontade insaciável de tentar por mim mesma. Almejava uma saída, mas que quando eu voltasse, tudo estaria do mesmo modo, do jeito que eu deixei, sem que ninguém fizesse por mim. Não deixaria mais com que meu passado virasse poeira, com o que eu houvesse formado fosse perdido por momentos de prazer. Diria que aquelas ações não traçadas, agora me causam desconforto, impregnam minha carne e fazem meu coração jorrar indelicadezas, e assim, quase sinto minha alma calejar de conformismo, mas ainda não, percebo que há muito mais. Não me vejo obrigada a nadar no mar de lamentações, apenas continuo querendo as escadas que me fazem acordar de um sono mal dormido. Sinto que a missão de olhar para dentro e expulsar a dor do meu corpo e da minha mente ainda faz parte de mim e de todos os outros, indo e vindo no dançar de um pisca. Continuo descendo e ouvindo as deixas daquilo que já me perteceu, caindo sobre os degraus, e ainda me sinto viva e cheia de fé. Me questiono se são as futilidades de um quase ser, mas não, deleito-me das minhas verdades precavidas e concluo que é apenas maturidade. Sigo os passos dos meus, tropeço nas incertezas dos seus e guiam-me em direção aos nossos. Ainda é noite, e o que me resta são degraus infinitos para descer.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010


os dias continuavam a serem feitos e a minha preocupação já era outra. Questionamentos envolvidos de uma quase resposta já não era mais válida, não estava mais a procura de onde me esconder, quando havia contato, o medo me via e logo em seguida, se desfazia. Eu conseguia encontrar motivos em tudo que lia, comecei a achar que o otimismo havia me reencontrado. Mas hoje, quando acordei, senti vontade de destreza, aperto, conforto, deixei o dia seguir e minhas ações delinearem meus tropeços e a minha reerguida consumista. Agora, antes de dormir, me sinto amarrada as minhas próprias vontades, cheia de vácuos, de respostas sem perguntas. Convenço-me de que a luz falsa do meu quarto não me faz querer seguir, apenas mergulhar ao fundo infinito do meu ser, deixando com que as palavras me traduzam os limites pelos seres, imensamente, desenhados. Descubro que as letras ali criadas para olhos fartos de luta e dor, só alimentam minhas vontades mimadas de sempre querer mais, que seja para me esconder do medo que, momentanemente, desaparecia, ou para ousar sempre que me pedissem mais do que eu podia mostrar. Ser eu sempre que eu quisesse ser, sem me custar meus gestos ocultos, poder mostrar meu sorriso inocente sem perigar uma cobraça tardia, ver o que sempre quis ver, sem ter que me calar ou ouvir o que pudesse me decepcionar. Não tenho dúvida do meu otimismo diário, apenas insisto em trombar com meus questionamentos estagnados, com minhas perguntas respondidas e minha insistência repugnante. Vivo infectada pela insistência, mesmo depois de provar do gosto amargo da frustração e desilusão, mas também, da superação. Amanhã, saberei descrever minha alegria, meus apegos, minhas vontades e até minhas infelicidades. Um dia vivido é um dia inundado de contradições, onde somos obrigados a sentir o coração pulsar dor e ao mesmo tempo sorrir.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

De um jeito encantado, de ponta a ponta, a verdade erguida em um pedaço de pano branco. Os retalhos que, ainda não pertence a ele, unindo-se com o objetivo de tecer paz. Um momento em que apenas almejamos paz, paz de espírito, de coração e, ainda mais, nas ações que nos pega no momento em que estamos para errar. Sinto que, mesmo acertando, daqui há um tempo, será tarde demais. Agarro-me em minhas expectativas e luto por aquilo que acho justo, nem que por isso, eu acabe sendo tachada de louca.

'Se eu fosse acreditar mesmo em tudo o que penso, ficaria louco.'
Mario Quintana.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Eu sei que hoje algo me foi cedido além do que perambulava em minhas partes. Só sei dizer que cansei dos valores putrefados pregado na carne de um quase ser, digo que retomo minha sede de mudanças significativas. Desabafando as minhas palavras contidas, como uma torneira deixa sua água escorrer, deixando sair o que nos acalma, nos prontifica, nos embebeda de luz. Não me contento com um simples floreio, ou uma meia palavra fingindo desprezo, gosto do toque e da afetação, nada menos do que isso, não me interessa mais. Centenas de coisas supervalorizadas que não merecem valor algum.

um desabafo contínuo...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Por um instante.

Era assim todas as manhãs, quando eu acordasse ele já estaria lá para receber meus olhos abertos. Hoje não foi diferente, eu acordei com a mesma vontade do misterioso, de conversar com aquela parte que fazia parte de mim e não me deixava enchergar mais nada, por um pequeno instante. Mas pela tarde era como se eu pisasse e o chão se desfizesse, a base que me sutentava desaparecera como se nunca tivesse existido. Cansei dessa intensidade que substitui a minha ingenuidade, a minha força de querer sempre o melhor. Meu medo de perder o que já foi perdido ainda me torna fraca e ainda assim, sou forte. Continuo a sorrir com os olhos, mas com a impressão de que o cegarei em uma questão de tempo. Interrogo-me se ainda assim continuarei contagiada pela destreza de uma paixão qualquer, pelo valor barato de meus sentimentos imundos de um quase amor e, logo em seguida, respondo que não, não me culparei pela incapacidade, nem pela vulnerabilidade de sempre querer se aproximar, querer arrancar algo além do que se foi visto, exatamente o que se almeja ser. Cederei minhas reliquias, minhas botas e meu conforto, mas assim que a conformidade agregar-se, as tomarei novamente para mim. Eu digo que tentarei novamente, não pelos bons constumes do conservadorismo, mas sim pela sede de anarquismo guardado em mim. Me contradigo quando a noite chega. Dane-se a ética, o bom senso e a calmaria, eu estou bem.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sentir e ressentir.


Ponho-me a compor e recomponho-me quando a sede é o amor. Eu sempre acreditei em tudo que veio do coração. Continuo acreditando, mas acho que andei criando barreiras das quais foram fincadas em uma terra acimentada de incertezas. Incertezas que me dão, cada vez mais, a certeza de que tudo é muito súbito, no entanto, só depende de mim deixar com que as momentos não se tornem intensos demais. Mesmo assim, momentos vão se intensificando, me falta ar nos pulmões, minhas mãos congelam, invadindo os segundos de suspiro e, a minha vontade é de que tudo pare, inclusive a idéia de que tudo acontecerá novamente, exatamente igual. Meu coração dispara sem o motivo que eu esperava e eu continuo me deparando com fatos que não sustentam aquela emoção. Me sinto incurralada pelos meus próprios sentimentos e, insistentemente interrogada pelos meus pensamentos. Creio que as palavras enguliram-me no momento em que eu estava certa em relação a alguém e cuspiram-me agora, no momento em que eu penso que nunca sei quem foi. Mas mesmo assim, ainda receosa, eu acredito que posso descobrir algo na exceção, eu me aproximando e as pessoas recuando.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Calendocalendário.

Me lembrei do dia em que havia uma proporção de duas cores...

Um dia cinza;
Gota por gota manchando uma folha de papel;
Não sabia distinguir o preto do branco;
E aquele sentimento de que na próxima, o dia seria digno de merecimento.

Me lembrei do dia em que conheci um arco-íris...

Eu pintava meus passos coloridos;
Regava-os de coragem.
Abastecia meus pensamentos de raridade.
Amadurecia minhas ações.
Renovava meu sorriso.
Criava cores para um ser.
Usava e abusava de letrinhas auto-suficientes.
Foi aí que achei um pote. E nele não constava nenhuma lamentação.

Me lembrei do dia em que as lágrimas insistiam em escorrer...

Era a vez do passado vir à tona.
As lembranças dos dias vividos se estamparam em todos os rostos.
As ações engasgadas de uma timidez sem igual.
E a vontade de que tudo acontecesse outra vez.

Me lembrei do dia em que vi aquela tenda que não excluía nenhuma cor...

Uma bailarina com seus passos delicados.
Um contorcionista se conrtorcendo de emoções.
Um palhaço com seu blá blá envolvente.
E aqueles malabaristas movendo mundos do baixo para o alto, na infinita circuferência.
Eu deixava brotar um espetáculo inteiro.

Me lembrei que eu costumava me lembrar das coisas...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

um sendo.


Eu ainda guardo aquele breve momento em que tudo que me foi dito tomou-se forma. Diziam-me que o futuro seria o plano superior, e eu, como um bom ser humano, tentava materializar um céu, criando imagens humanas. Mas alguém com a alma totalmente prevlegiada nos propôs uma teoria-prática, tentou nos mostrar através de palavras-ações que um futuro real nos resgataria. Presumi exatamente o que haviam me dito, estávamos sendo testados e, a vida seria para que pudéssemos evoluir. No entanto, nada impedia que houvesse uma hierarquia. Absorvi argumentos aceitáveis doas que afirmavam que sem organização não haveria ordem, por isso que quando meus olhos captaram aquela imagem, não foi difícil similar a informação de que um dia eu também estaria lá. Era só uma questão de opinião, mas eu continuo não abrindo mão da vida longa-infinita que me ofereceram. Cotinuo ouvindo e aceitando que de planos em planos a evolução existe.

*esse foi escrito no dia 16 de setembro. Algo fluía enquanto eu me deparava com "Nosso Lar".

domingo, 19 de setembro de 2010

Duas partes de um.

Eu ainda me sinto culpada por não conseguir deslizar enquanto grito de emoções. Meus gritos internos me ensurdecem de quase caos, e o pior é que são gritos momentâneos, mutados e pendulares, por isso, os contínuos vêm seguidos de caricaturas alheias. Além disso, junto com a indignação dos meus olhos, os pingos andam cessando a minha sede e enchendo minha angústia de fartura. Continuo criando e renovando emoções, e assim, revolucionando o meu ser. Cutuco e retruco com o com tudo que é superficial, e mesmo assim, consigo enchergar o que realmente me toca. Dias pisados e marcados de pura indiferença, mas quando tento me desafazer do que impostamente se desfez, tudo volta á tona, tona, tona, tona....tonTa, continuo assim. O dia termina e a manhã renasce, minha tentativa de deslizar sobre verdades alheias e o passado recente ainda me consome. Depois de tudo passar eu diria que as manhãs foram estranhas, com idéias me absorvendo e meus pensamentos turbinados de interrogação, perguntas respondidas em imediato de atenção. Mas o medo de pirar era quase ambíguo. Quando viessem me perguntar eu saberia responder, mas se as perguntas atingissem direto em mim, responderia com outra pergunta e, para variar quase nada, as pessoas me jogariam aquele olhar de que eu nunca teria uma explicação para adeterminada existência, de que a interrogação fosse eu. Afirmaria que os pensamentos são mutantes e, que as palavras foram criadas para nunca mais seram apagadas.

'Não me olhe assim', eu diria para aqueles olhos que me faziam uma interrogação. Gritavam quase em silêncio e eu, no meio termo, refazia a icógnita. Eu gostava de saber dos laços que seriam feitos quando nos trombassemos, a minha timidez pendular e a sua vontade ambígua....

Uma dose intrínseca de realidade e uma maior de imaginação.



Peço desculpas pela intolerância e uma quase revolução interna, é que ainda estou contaminada pelos textos de um tal de Marx....

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

No fundo, me lembra alguém. E você também...


Suave as gotas límpidas da chuva de outono, aveludada a mão ingênua da criança, cristalizado o sorriso cômico do palhaço e embasbacada a menina que achava que já havia vivido de tudo. Os dias continuavam muito mais momentâneos do que rotineiros, sua voz, mais radical, do que conservadora e, sua cabeça, muito mais quente do que fogueira de São João. Levantou-se naquela manhã, completando 19 primaveras e, ainda assim não era o suficiente. Sentia que seus dias seriam eternamente floridos, uma primavera de cores. Estações que iam e viam ao longo do dia, mas que nunca, uma flor deixaria de florir. O orvalho pingava sussurrando silêncio e ela gargalhava proprondo algazarra. Havia desistido de tudo balanceado, em sua imaginação, era tudo exacerbado. Continuava recitando palavras como ninguém, algumas ela cantava, outras ela soletrava e a maioria ela juntava. Aqueles montinhos escritos formariam o que ela chamava de tipagem eufórica. Ela havia emitido-criado mais um. Achava que, acidentalmente, suas lágrimas poderiam encher um mar de lamentações, mas o que realmente queria, eram boas recordações.
Ela dizia que sua janela só mostrava pluralidade insana e, de tudo aquilo, ela iriar desfrutar da singularidade mundana, usurfruindo dos resquícios bondosos que ainda haviam restado. Não conseguia mais andar entre muletas, limitação lembrava muito suas vidas caretas. Só seguia em diante, quando seus dias amanhececem claros, como aquela manhã de primavera. Se escuros, acenderia sua imaginação, de tão brincalhona que era. Amanhã, ainda seria florido e o dia claro, continuaria corrido. Assim, mais um dia louco e feliz e, mais um rima tempestuosa e aprendiz. Aquela rima em você, e você, naquela rima. Era tudo arritimia, continuaria.

E até aquele dia ele brincou de rimar, depois disso, tudo foi de arrepiar, ela simplesmente aprendeu a voar!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

ALTOS e baixos.


Era por aquela mínima fresta que eu enchergava tudo o que estava ocorrendo. Olhava para fora e só o que eu via era o chão mais em baixo, o chão em que eu pisava era alto e comportva realidade. Naquele mommento, como todos os outros, eu estava sabendo ouvir, mas ao mesmo tempo, observando as folhas correrem para baixo.Olhava para cima e meus olhos encontravam o sole, para baixo, um toque a mais e diferente da minha vontade. Era costumeiro a observação da diferença humana. Havia deslizamentos sem cobrança, ficadores de certeza, ingenuidade disfarçadas, inveja reprimida, felicidade compartilhada e, muito mais, sempre cada um aumentando seu espaço. Eram sutilezas que caminhavam ao nosso redor e mesmo assim que continuava gostando de sussurrar em branco. Eu sabia que a diferença me enchergaria, notaria cada momento como se fosse um novo. Para alguns, o começo, para outros, o fim e para a maioria, enfim o recomeço. O engraçao é que continuavam a falar, e eu, tão perto, não consegui absorver, era uma fresta que me consumia até quando não hovesse mais luz, eu ainda conseguiria enchergar. Fazia tempo que essa vontade não me consumia. Dessa vez, boa energias para eu trasformá-las em palavras. Não existia mais vontade de dor para que houvesse registros, asmuletas em que eu me pendurava me concederam asas para que eu redescobrisse o que era voar. Continuava a olhar. Tinha consciência de que a qualquer momento eu estaria em baixo, participando do emaranhado de diferenças, onde o foco seria outro. Seria como se eu pertencesse, agora, a fresta de alguém. Alguém olhava e resgitrava junto a mim. Novamente eu estaria em cima, redescobrindo fretas. Eu sabia que eu sempre poderia criar, em cima, em baixo e, muito mais, quando houvesse o meio termo, saberia observar enquanto as pessoas me observam.

Haveria comodidade em suas palavras?! Ela apenas passou pelas duas fases...a pequena lagarta e a exuberante borboleta.